A passos ritmado segue. Ligado o automático, nada mas basta e tudo permanece. Realidade pausada na pausa do piscar dos olhos; bem, já passou o conhecido-desconhecido. Oi? Nada! Vagou novamente em pensamentos que não fincam. Ao longe uma buzina, um passo, uma conversa ou era um riso; o piloto pausa, direita, esquerda, primeira. Em um toque de realidade desenha na face traços de felicidade, cantarola um radio qualquer lá longe “...hoje eu quero sair só...” e aparece um espaço para um desenho de notas, então um murmúrio : massa. Pés pra que te quero; leva-me para meu aconchego. Parecem até escutar! Deixa conosco, falam as pernas, falam que os bêbados têm os santos poderosos, acho que na verdade, eles têm pernas amigas. E segue, segue e segue. Lá vai a carcaça perambulando pelas ruas, esbarrando em outros vultos, tropeçando e equilibrando-se. Ao longe parece até descansar, estaria dormindo? Bem, ao menos respira. Na intersecção ou talvez no ponto final, para tudo. Por favor, corpo uma dose de realidade! Grita a alma. E tudo ganha cores, cheiro, formas e conceitos. Bem acordei... Droga estou atrasado! Valeu pés amigos.
Guilherme Henrique
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Darwin e a prática da 'Salami Science'
FERNANDO REINACH - O Estado de S.Paulo
Em 1985, ouvi pela primeira vez no Laboratório de Biologia Molecular a expressão "Salami Science". Um de nós estava com uma pilha de trabalhos científicos quando Max Perutz se aproximou. Um jovem disse que estava lendo trabalhos de um famoso cientista dos EUA. Perutz olhou a pilha e murmurou: "Salami Science, espero que não chegue aqui". Mas a praga se espalhou pelo mundo e agora assola a comunidade científica brasileira.
"Salami Science" é a prática de fatiar uma única descoberta, como um salame, para publicá-la no maior número possível de artigos científicos. O cientista aumenta seu currículo e cria a impressão de que é muito produtivo. O leitor é forçado a juntar as fatias para entender o todo. As revistas ficam abarrotadas. E avaliar um cientista fica mais difícil. Apesar disso, a "Salami Science" se espalhou, induzido pela busca obsessiva de um método quantitativo capaz de avaliar a produção acadêmica.
No Laboratório de Biologia Molecular, nossos ídolos eram os cinco prêmios Nobel do prédio. Publicar muitos artigos indicava falta de rigor intelectual. Eles valorizavam a capacidade de criar uma maneira engenhosa para destrinchar um problema importante. Aprendíamos que o objetivo era desvendar os mistérios da natureza. Publicar um artigo era consequência de um trabalho financiado com dinheiro público, servia para comunicar a nova descoberta. O trabalho deveria ser simples, claro e didático. O exemplo a ser seguido eram as duas páginas em que Watson e Crick descreveram a estrutura do DNA. Você se tornaria um cientista de respeito se o esforço de uma vida pudesse ser resumido em uma frase: Ele descobriu... Os três pontinhos teriam de ser uma ou duas palavras: a estrutura do DNA (Watson e Crick), a estrutura das proteínas (Max Perutz), a teoria da Relatividade (Einstein). Sabíamos que poucos chegariam lá, mas o importante era ter certeza de que havíamos gasto a vida atrás de algo importante.
Hoje, nas melhores universidade do Brasil, a conversa entre pós-graduandos e cientistas é outra. A maioria está preocupada com quantos trabalhos publicou no último ano - e onde. Querem saber como serão classificados. "Fulano agora é pesquisador 1B no CNPq. Com 8 trabalhos em revistas de alto impacto no ano passado, não poderia ser diferente." "O departamento de beltrano foi rebaixado para 4 pela Capes. Também, com poucas teses no ano passado e só duas publicações em revistas de baixo impacto..." Não que os olhos dessas pessoas não brilhem quando discutem suas pesquisas, mas o relato de como alguém emplacou um trabalho na Nature causa mais alvoroço que o de uma nova maneira de abordar um problema dito insolúvel.
Essa mudança de cultura ocorreu porque agora os cientistas e suas instituições são avaliados a partir de fórmulas matemáticas que levam em conta três ingredientes, combinados ao gosto do freguês: número de trabalhos publicados, quantas vezes esses trabalhos foram citados na literatura e qualidade das revistas (medida pela quantidade de citações a trabalhos publicados na revista). Você estranhou a ausência de palavras como qualidade, criatividade e originalidade? Se conversar com um burocrata da ciência, ele tentará te explicar como esses índices englobam de maneira objetiva conceitos tão subjetivos. E não adianta argumentar que Einstein, Crick e Perutz teriam sido excluídos por esses critérios. No fundo, essas pessoas acreditam que cientistas desse calibre não podem surgir no Brasil. O resultado é que em algumas pós-graduações da USP o credenciamento de orientadores depende unicamente do total de trabalhos publicados, em outras o pré-requisito para uma tese ser defendida é que um ou mais trabalhos tenham sido aceitos para publicação.
Não há dúvida de que métodos quantitativos são úteis para avaliar um cientista, mas usá-los de modo exclusivo, abdicando da capacidade subjetiva de identificar pessoas talentosas, criativas ou simplesmente geniais, é caminho seguro para excluir da carreira científica as poucas pessoas que realmente podem fazer descobertas importantes. Essa atitude isenta os responsáveis de tomar e defender decisões. É a covardia intelectual escondida por trás de algoritmos matemáticos.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso%2cdarwin-e-a-pratica-da-salami-science-%2c1026037%2c0.htm
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Amigos sabem quando serão amigos!
pois compartilham momentos... ....dão forças!
estão sempre lado a lado! nas conquistas e nas derrotas!
nas horas boas e nas difíceis!
amizade não é sempre pensar do mesmo jeito! mais abrir mão... de vez em quando!
amizade é como ter um irmão, que não mora na mesma casa!
é compartilhar segredos... emoções! é compreensão...é diversão!
é contar com alguém sempre q precisar!
é ter algo em comum! ou não ter nada em comum! é não ter nada em comum, MESMO!
é saber q se tem mais em comum do q se imagina!
é sentir saudades! é querer dar um tempo! é dar preferências! é bater um ciuminho! amizade q é amizade nunca acaba!
mesmo q a gente cresça! e apareçam outras pessoas no nosso caminho!
porque a amizade não se explica! ela, simplesmente, existe.
pois compartilham momentos... ....dão forças!
estão sempre lado a lado! nas conquistas e nas derrotas!
nas horas boas e nas difíceis!
amizade não é sempre pensar do mesmo jeito! mais abrir mão... de vez em quando!
amizade é como ter um irmão, que não mora na mesma casa!
é compartilhar segredos... emoções! é compreensão...é diversão!
é contar com alguém sempre q precisar!
é ter algo em comum! ou não ter nada em comum! é não ter nada em comum, MESMO!
é saber q se tem mais em comum do q se imagina!
é sentir saudades! é querer dar um tempo! é dar preferências! é bater um ciuminho! amizade q é amizade nunca acaba!
mesmo q a gente cresça! e apareçam outras pessoas no nosso caminho!
porque a amizade não se explica! ela, simplesmente, existe.
domingo, 19 de maio de 2013
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